A denominação IST, Infecções Sexualmente Transmissíveis, foi adotada pelo Ministério da Saúde em 2016 em substituição à sigla DST, Doenças Sexualmente Transmissíveis.
O termo “infecção” abrange a possibilidade de uma pessoa ser portadora e transmitir o microrganismo sem apresentar sinais ou sintomas visíveis.
As ISTs seguem entre os agravos de saúde mais comuns no mundo entre populações jovens. A maior frequência de ISTs ocorre na faixa etária dos 25 até 39 anos.
O diagnóstico impacta sobre a esfera social, psicológica e sexual, causando sentimentos de culpa, vergonha, medo, interferindo na autoimagem, no desempenho profissional e na sociabilização.
Como podem ser transmitidas
As ISTs podem ser transmitidas através de fluidos corporais, da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação, através do atrito direto entre peles e indireto, compartilhamento de objetos, incluindo brinquedos sexuais.
Muitas ISTs podem passar despercebidas, facilitando a transmissão e o surgimento de complicações.
Quando sintomáticas, os sinais mais frequentes são incômodos genitais incomuns, sangramento e/ou dor no ato sexual, dor pélvica e lesões de pele, úlceras, pápulas e placas.
Rastreamento e prevenção
O rastreamento reduz a disseminação silenciosa, evita complicações graves, contribui para a qualidade de vida e permite o tratamento oportuno.
Para a prevenção o Ministério da Saúde sugere a prevenção combinada, que inclui o uso de preservativos, testagem regular para ISTs, diagnóstico e tratamento das infecções e a profilaxia pós-exposição.
O papel do preservativo não é absoluto em prevenir todas as ISTs. Sua eficácia no impedimento das infecções transmitidas por fluidos corporais se mostra efetiva, enquanto que para as ISTs transmitidas pelo contato pele-a-pele apresenta limitações.
Diagnóstico
Quanto ao diagnóstico das ISTs contamos com exames do sangue e testes rápidos, exames de urina ou swab e exames de biologia molecular.
A busca por um profissional de saúde ao perceber sinais ou sintomas sugestivos de uma IST mostra-se fundamental proporcionando acolhimento e as orientações necessárias, além do incentivo à comunicação aberta entre parceiros, autocuidado, responsabilidade compartilhada, consentimento e respeito.